Seja o número de especialistas envolvidos pequeno ou grande, o trabalho em equipe induzido pelo treinamento a distância requer certas atitudes e habilidades que não correspondem àquelas geralmente associadas a uma carreira acadêmica. Além disso, a colaboração entre esses recursos e professores pode gerar certas tensões, como aponta Loisier: é bastante claro.
Eles são chamados a colaborar, sem ambiguidade, com os demais atores da faculdade EAD. Por outro lado, onde as atividades do EAD são desenvolvidas de forma menos planejada, até mesmo anárquica, esses especialistas, quando presentes, vivenciam dificuldades de integração.
Eles devem demonstrar suas habilidades aos professores, especialistas em seu assunto, para que concordem em fazer algumas mudanças em sua abordagem pedagógica para o ensino a distância. Às vezes, um sentimento de frustração pode habitá-los quando são forçados a endossar certas práticas inadequadas”.
https://www.unoeste.br/graduacao/faculdade-de-design-interiores-ead
Essa transformação do papel dos professores pode ter certas vantagens. Segundo os autores, pode oferecer maior flexibilidade em seus horários ou permitir que dediquem mais tempo a atividades descritas como “mais reconhecidas”, seja pesquisa ou administração na instituição.
No entanto, tais benefícios permanecem limitados, mesmo porque o professor deve garantir a formação e supervisão dos tutores. Além disso, a transformação poderia levar à criação “de duas categorias de professores, os dedicados ao ensino e os dedicados à pesquisa”, preocupação que vai além do tema da formação. . Além disso, essa transformação parece, em alguns aspectos, incompatível com a visão tradicional (ver quadro ao lado) que certos membros do corpo docente têm de seu papel: “é a percepção, tanto individual quanto coletiva, de sua identidade profissional que significa que um professor aceitará mais ou menos facilmente colocar seu curso online”.