CUIDADOS PALIATIVOS EM NEUROLOGIA: AS NECESSIDADES SÃO MUITAS

Neurocirurgião especialista em coluna tratamento

O estudo sobre a doença de Parkinson utilizou um modelo integrado de cuidados
paliativos, que geralmente é uma ótima opção para a neurologia, onde a
especificidade dos sintomas neurológicos torna a presença do neurologista
importante, mesmo em casos em que o momento da trajetória da doença exige
cuidados paliativos exclusivos. Diante desse exemplo, permanece a seguinte
questão: qual é a situação atual dos cuidados paliativos em pacientes
neurológicos?
Mesmo com alguns sintomas neurológicos e tipos de trajetória comuns entre
essas doenças, cada uma delas apresenta particularidades muito específicas em
termos de sintomas e tratamento sintomático.19, que contribui para o diagnóstico
de doenças, o manejo dos sintomas, os avanços nos tratamentos e o prognóstico
fundamental para o estabelecimento de uma PC eficaz.1O conceito de cuidados
paliativos em neurologia está em constante evolução, mas ainda persiste um
grande estigma. Muitos neurologistas continuam a acreditar que oferecer
cuidados paliativos a pacientes neurológicos é uma responsabilidade do médico,
pois continuam a associá-los exclusivamente aos cuidados no fim da vida e à
“falta de coisas para fazer”. No entanto, a evolução do conceito de cuidados
paliativos, conforme definido acima, e os esforços das sociedades de neurologia
para disseminar esses conceitos têm expandido gradualmente o escopo dos
cuidados paliativos.